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Qualidade da água - Melhor prevenir que remediar

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Marcos Mataratzis
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MensagemEnviada: Wed Apr 04, 2007 11:01 pm    Assunto: Qualidade da água - Melhor prevenir que remediar Responder com citação

Qualidade da água - Melhor prevenir que remediar
Marcos Mataratzis

Tenho respondido muitos casos de colegas aqui do Fórum que não precisariam necessariamente de ajuda se tivessem tomado devidos cuidados com a qualidade da água que oferecem a seus peixes.
Veio então a idéia de produzir este pequeno texto para tentar oferecer melhores condições de existência aos nossos amiguinhos.

Lembre-se: Água limpa = peixe saudável

Da mesma forma que vivemos envoltos pela atmosfera e dela retiramos o oxigênio, nossos peixes vivem na água e dela também retiram o oxigênio e nutrientes.
Uma atmosfera poluída não só nos causa desconforto como uma série de problemas respiratórios, certo?
A água é o meio de vida dos peixes e sua qualidade é fundamental para o sucesso em sua criação.

1 - A água do aquário e suas características:
A água que chega às nossas casas, provenientes das estações de tratamento não é uma água pronta para o uso em nossos aquários. Ela contém cloro, usado para matar microorganismos mas também letal para os peixes. Ele precisa ser removido antes de colocarmos água nova no aquário.
Para a remoção do cloro pode-se utilizar uma solução de Tiosulfato de Sódio (Na2S2O3).
Também existem diversas marcas de Condicionadores de água que além de remover o cloro também removem metais pesados e protegem as mucosas dos peixes.

pH:
O pH (potencial Hidrogeniônico) mede a relação entre a quantidade de íons H+ e OH- contidos na água. É uma escala logarítmica que varia de 0 a 14. De 0 a 6,9 dizemos que a água está ácida (concentração de H+ maior do que a de OH-). De 7,1 a 14 ela está básica ou alcalina (concentração de OH- maior do que a de H+). O valor 7 representa a neutralidade (iguais concentrações de H+ e de OH-).
A maioria dos peixes de aquário vivem, em seus habitats, em pH compreendido na faixa de 5,5 a 8,5.
Algumas espécies preferem águas ácidas. Outras preferem alcalinas. Outras preferem águas bem perto da neutralidade (vamos expandir o termo neutralidade aqui para o intervalo compreendido entre 6,8 e 7,2).

Dureza:
Dependendo das espécies que desejamos colocar em nossos aquários, a água precisa conter determinados sais nela dissolvidos. Tais sais na verdade são praticamente insolúveis em água mas representam papel importante na manutenção do pH (reserva alcalina).
Dizemos que uma água é dura quando esta contém sais contendo cátions como o Ca++ e Mg++ e ânions como o carbonato (CO3--) e o sulfato (SO4--) entre outros.
Existem várias escalas diferentes para se medir a dureza da água. A mais usada é a escala alemã conhecida como gH onde cada grau da escala representa 1mg/L (1PPM) na concentração destes sais. Normalmente a água é classificada como mole se a dureza ficar abaixo de 6°gH, moderada entre 6 e 10°gH e dura, acima de 10gH. A água considerada potável dificilmente terá uma dureza acima de 20°gH. Por esse motivo as companhias de abastecimento de água nos mandam a água com dureza bem pequena (ou inexistente). Dependendo dos habitantes de nosso aquário devemos elevar tal dureza com a adição dos referidos sais.

Teor de oxigênio:
O oxigênio é um gás. Gases se dissolvem na água em quantidades muito pequenas e sua concentração é inversamente proporcional à temperatura. Quanto mais quente for a água, menos oxigênio dissolvido ela conterá. A absorção do oxigênio atmosférico pela água se faz no filme que separa estes dois meios. Sendo assim, a agitação na superfície da água contribui para quebrar sua tensão superficial e permitir sua oxigenação. É importante salientar que não adianta ter um turbilhão de água no aquário se a temperatura for excessiva. Para se ter uma idéia, a 22°C a concentração máxima de oxigênio que pode estar dissolvida na água é de 8,7 mg/L. A 28°C tal concentração cai para 7,8 mg/L e assim por diante.
A maioria dos peixes dulcícolas sobrevivem com teores de oxigênio acima dos 4 mg/L mas existem certas espécies mais exigentes.

2 - Poluentes da água:
No aquário, as fezes e urina dos peixes, os restos de alimentos e plantas mortas acabam se transformando em compostos mais simples, alguns deles muito tóxicos Como a amônia (NH3). A amônia é um gás bastante nocivo aos peixes, especialmente em pH alcalino. Em pH ácido, boa parte deste gás se transforma no cátion amônio (NH4+) segundo o equilíbrio:

NH3 + H+ <---> NH4+

O cátion amônio também é tóxico, porém menos que a forma NH3. Nossos aquários, com o tempo, desenvolvem bactérias benéficas do gênero nitrosomonas que oxidam o NH3 a nitrito (NO2-). Os nitritos também são muito nocivos aos peixes. Outras bactérias benéficas, as nitrobacter oxidam os nitritos transformando-os em nitratos (NO3-). Estes últimos são bem menos tóxicos e são consumidos pelas plantas.

É importante que o aquarista monitore periodicamente os níveis de amônia e nitrito de seu aquário. Viver em águas com elevados teores dessas substâncias, mesmo por poucos dias pode ser fatal para a maioria dos peixes!

3 – O papel da filtragem:
A filtragem ocorre em 3 estágios:

Filtragem Mecânica: permite a remoção de material particulado sólido como restos de comida não consumida, poeira em suspensão, galhos e folhas de plantas mortas, etc. Utiliza-se uma fibra sintética com trama bem pequena como no Perlon para reter tais partículas.

Filtragem Química: através do uso de materiais adsorventes, compostos orgânicos provenientes da decomposição de alimentos ou eliminados por plantas e troncos. O material mais consagrado na filtragem química é o Carvão Ativo.

Filtragem Biológica: consiste de um material poroso onde as bactérias benéficas encontrarão um local apropriado para sua fixação. É importante que o local receba fluxo de água constante para que tanto a amônia e nitritos quanto o oxigênio passem constantemente. Dessa forma, elas levarão tais poluentes a se transformar em nitratos.

A eficiência da filtragem de um aquário é fator crucial para a pureza e cristalinidade de sua água. Não pretendo me alongar nos tipos de filtros e marcas mas tenha em mente que a vazão de água que passa através do sistema de filtragem deve ser, para a maioria dos aquários, de 5 a 10 vezes o volume total do aquário, por hora. Exemplificando: se seu aquário possui 200 litros de água, uma filtragem eficiente para tal aquário deverá ter uma vazão de pelo menos 1000 L/h.
Evidentemente, tal vazão também dependerá da população escolhida para o aquário. Em aquários pequenos, com peixes pequenos, uma vazão de 2 a 3 vezes o volume do aquário já é aceitável. Por outro lado, aquários com peixes grandes, via de regra, necessitam de filtragens de pelo menos 7 vezes o volume do aquário.

A limpeza dos filtros e troca dos materiais filtrantes também precisam ocorrer com uma certa periodicidade. O Carvão ativo, por exemplo, deve ser substituído mensal ou quinzenalmente. O Perlon, sempre que estiver saturado de material particulado. Sua mídia biológica dificilmente necessitará de lavagens ou reposições. Entretanto, se for lavar tal mídia, use a própria água contida no filtro.

Vale lembrar que plantas auxiliam no bem estar geral do aquário, consumindo nitratos e fosfatos e ajudando a tornar a água mais cristalina.

4 – Sifonagens e Trocas Parciais da Água:
Por mais cuidadosos que sejamos, por mais eficiente que seja o nosso sistema de filtragem, sempre sobram restos de comida ou dejetos que não são sugados pelo filtro e com o tempo vão se acumulando no chão do aquário. Isto acaba se transformando em poluentes. Por esse motivo, devemos sifonar o fundo de nossos aquários para remover tais sujeiras com uma freqüência máxima mensal. Preferencialmente quinzenal ou até semanal, conforme a população e quantidade de alimento oferecido.
Trocas Parciais de Água (TPAs) também devem ser feitas quinzenal ou semanalmente para remover excessos de poluentes solúveis e para repor certos minerais (aqui chamados elementos-traço) consumidos por plantas e peixes. Não existe uma quantidade exata de água a ser reposta mas aceita-se como usual TPAs mensais de 20 a 30%, quinzenais de 15 a 20% ou semanais de 10 a 15%. Não tome esses números como fixos e sim como base. Tais valores podem variar por conta da filtragem, quantidade de alimento oferecido ou mesmo da população do aquário.

5 – Considerações finais:
Não tive a pretensão de esgotar o assunto. Pelo contrário! Tive a intenção de dar uma visão superficial dos cuidados mínimos que o aquarista deve tomar para ter peixes saudáveis. A maioria das doenças pisciárias ocorrem quando as defesas do peixe estão baixas. Tomando os cuidados acima estamos contribuindo para manter nossos peixes saudáveis e livre delas.
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Editado pela última vez por Marcos Mataratzis em Fri Jul 11, 2008 8:54 pm; num total de 4 vezes
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vhugo
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MensagemEnviada: Thu Apr 05, 2007 4:19 pm    Assunto: Responder com citação

Show de bola o texto Marcos!
Deixa eu te perguntar uma coisa( ja que você é quimico , a pessoa certa!)
Qual a diferença de adsorção do carvão ativado pro carvão vegetal comum( "para churrasco") ?
Ja conversei com um senhor(Sr.Nuno) aquarista "das antigas" , pioneiro na aquariofilia carioca , que me afirmou que a diferença é minima , e ele só usa o carvão comum , ele faz uns refis pra filtro , usando pedaços de carvão comum envoltos em bastante perlon e " ensacados" em tule.
Voce ja testou isso? seria uma boa , ja que um saco de 5Kg de carvão é mais barato que 500g de carvão ativado né!
Abraços Marcos!
Victor Hugo
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Marcos Mataratzis
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MensagemEnviada: Thu Apr 05, 2007 5:12 pm    Assunto: Responder com citação

Olá vhugo,

A carvão Ativado difere do carvão vegetal comum por ser ele um suporte hidrofóbico com grande área de superfície. Sua estrutura microscópica contém diversos grupos funcionais cujas polaridades interagem com os grupos funcionais dos compostos livres na água.
Sua ativação pode ser feita de duas formas: pirólise ou ativação química. O carvão obtido por pirólise ou carbonização em atmosfera inerte terá interações hidrofóbicas enquanto o ativado quimicamente adsorverão as moléculas dissolvidas por processos que chamamos de Complexação por transferência de carga, pontes de hidrogênio, pontes de enxofre troca de cátions e outras interações.

O carvão vegetal por não ter passado por qualquer tipo de ativação não possui tal capacidade adsortiva. Ou melhor, não possui tanta capacidade adsortiva. Ele também adsorve, porém muito menos. Muito provavelmente você teria que colocar todo o saco de 5kg de carvão de churrasco dentro do aquário para adsorver igual quantidade que os 500g de carvão ativo que você citou! Wink

Abraços!
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juanm
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MensagemEnviada: Thu Apr 12, 2007 3:07 pm    Assunto: Responder com citação

Marcos,

Apesar de já conhecer bem as noções básicas do aquarismo, uma pergunta que sempre me faço é a seguinte: existiria alguma regra mais técnica para se determinar o momento de se realizar as trocas parciais?

Já ouvi falar sobre o nível de nitratos, entretanto, no meu aquário, mesmo ficando 1 mês sem realizar uma TPA, o nível de nitrato não passa de 10.

Como os hormônios excretados pelos peixes refletem na qualidade da água, existe alguma forma de se medir isso? De forma que possamos controlar a qualidade da água a não atrapalhar o crescimento dos peixes?

Eu, apesar de já ter feito isso muito, não vejo necessidade de TPAs semanais, é claro, considerando que o aquário tenha uma boa filtragem (química, física e biológica) e não se encontre extremamente povoado.

Hoje os equipamentos de filtragem são muito eficientes, tendo então um esterilizador UV, a qualidade da água se comporta muito bem por um mês sem nenhuma TPA.

Quero deixar claro que não estou defendendo a idéia de não realizar TPAs, mas sim de saber a hora de fazer uma TPA necessária, já que estas, apesar de importantes, também estressam bastante nossos peixes.

Juan
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Marcos Mataratzis
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MensagemEnviada: Thu Apr 12, 2007 3:25 pm    Assunto: Responder com citação

Olá Juan,

Citação:
existiria alguma regra mais técnica para se determinar o momento de se realizar as trocas parciais?

Não que eu saiba. Há até quem defenda não fazer TPAs. Tudo gira em torno dos cuidados com excesso de alimentação, superpopulação, filtragem eficiente, tamanho do aquário, fauna e flora.
Não me preocuparia muito com os níveis de nitratos. Pelo menos no que diz respeito aos peixes. Eles aguentam bem até os 200 PPM. Já o mesmo não pode ser dito com relação às plantas. Embora ele seja um nutriente para elas, também é para as algas...

Citação:
Como os hormônios excretados pelos peixes refletem na qualidade da água, existe alguma forma de se medir isso? De forma que possamos controlar a qualidade da água a não atrapalhar o crescimento dos peixes?

Acredito que devam existir tais testes, mas apenas para fins de pesquisa. Pelo sim, pelo não, prefiro uma filtragem química eficiente, atuando 24 horas por dia para removê-los.

Citação:
Eu, apesar de já ter feito isso muito, não vejo necessidade de TPAs semanais, é claro, considerando que o aquário tenha uma boa filtragem (química, física e biológica) e não se encontre extremamente povoado.

Você disse tudo! A freqüência das TPAs vai depender dos cuidados do aquarista. A recomendação semanal é mais uma prevenção do que uma necessidade.

Como fiz questão de colocar no artigo, mas vale a prevenção do que o uso de remédios depois.
Se o aquarista faz periodicamente testes de amônia e nitrito, mantêm o pH, dH e a temperatura apropriados para as espécies que cria e possui filtragem adequada, dificilmente terá problemas com seus aquários, salvo introdução de peixes e/ou plantas contaminados.

Abraços!
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marcio_jac
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MensagemEnviada: Fri Apr 13, 2007 4:23 pm    Assunto: Responder com citação

Caro Marcos,

Parabéns pelo excelente texto! Você coseguiu expor suas idéias e apresentar explanações técnicas de forma acessível para a grande maioria dos leitores do Fórum.

Eu li em um livro sobre a criação de acarás discos um relato de um criador que fez a seguinte experiência:

- Dividiu uma ninhada de discos em dois grupos iguais, sem escolher os exemplares;
- O primeiro grupo foi criado em um aquário com trocas parciais a cada 2 dias;
- O segundo grupo foi criado em um aquário submetido ao regime de troca constante de água. Seria o equivalente a trocar 100% da água umas 6 vezes por dia.

Como resultado, os exemplares do segundo grupo cresceram mais que o dobro dos exemplares do primeiro grupo.

A explicação o autor atibui aos sais presentes na água que influenciam no crescimento.

Pergunto:

1. que sais são esses?
2. não há uma forma de repô-los sem a troca de água? Pergunto isso porque existem no mercado alguns sais para adição na água, será que são esses sais que promovem o crescimento?

Professor, de já agradeço a sua atenção.

Grande abraço,

Márcio Carvalho
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Marcos Mataratzis
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MensagemEnviada: Mon Apr 16, 2007 11:23 am    Assunto: Responder com citação

Olá Marcio,

Desconhecia tal experimento e seus resultados. Estou igualmente surpreso com tal performance nos resultados.
Repare que TPAs a cada 2 dias irão repor quaisquer sais presentes na água. Se você tivesse feito uma comparação entre TPAs mensais ou quinzenais com TPAs a cada 2 dias isso até faria sentido mas a diferença de tempo entre 2 em 2 dias para TPAs diárias não é tão grande assim. A absorção dos referidos sais por parte dos peixes não é uma coisa instantânea. Em outras palavras, eles não acabariam em 2 dias.
Algo não está batendo...

Citação:
1. que sais são esses?
2. não há uma forma de repô-los sem a troca de água? Pergunto isso porque existem no mercado alguns sais para adição na água, será que são esses sais que promovem o crescimento?

Estes sais que existem no mercado são sais para elevação do kH em aquários de CAs. Nada tem a ver com crescimento.
Supondo que tal experimento tenha de fato obtido os resultados tão assustadoramente melhores que você descreveu, quero acreditar que não se deu por conta de reposição de sais mas sim por uma melhoria nas condições higiênicas da água.
Os tais sais em questão são o que costumamos chamar de "elementos traços". Alguns sais presentes na água em concentrações baixíssimas e que são lentamente absorvidos pelo organismo de nossos peixes e regulam seu metabolismo.

Abraços!
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MensagemEnviada: Thu Apr 19, 2007 5:33 pm    Assunto: Responder com citação

Obrigado pela explicação a respeito do Carvão Marcos , quanto a diferença no crescimento dos discos , o que eu tenho lido constantemente, é que se deve trocar o maximo de agua possivel , a fim de repor os elementos-traço da agua , mante-la sempre limpa e principalmente retirar o hormonio que os filhotes liberam para inibir o crescimento dos outros.
Mas deixo claro que não e experiencia pessoal minha e sim o que li a respeito , voce acha que isso é coerente ?
Abraços
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Marcos Mataratzis
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MensagemEnviada: Thu Apr 19, 2007 6:23 pm    Assunto: Responder com citação

Olá Vhugo,

Coerente é, mas, conforme já falei acima, não vejo muita diferença entre TPAs de 2 em 2 dias e constantes. Salvo se o aquário for minúsculo.

Abraços!
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MensagemEnviada: Fri Apr 20, 2007 10:04 am    Assunto: Responder com citação

Olá Marcus,

Citação:
Por esse motivo, devemos sifonar o fundo de nossos aquários para remover tais sujeiras com uma freqüência máxima mensal.


Outro questionamento que tenho parecido com a freqüência das TPAs é quanto à freqüência das sinfonagens, pois este procedimento é muito mais estressante para os peixes do que as TPAs, principalmente quando o aquário tem muita ornamentação. Recentemente passei um sufoco: Realizei uma TPA com sinfonagem 3 dias antes de viajar, pois ia ficar 15 dias fora. Com mexe-mexe no aquário meu Jack Dempsey Neon Blue se machucou e deu fungo na mucosa. Isso seria bem fácil de tratar, se não fosse o fato de viajar. Milagrosamente consegui salvar o peixe. Essa história ensinou a seguinte lição: não faça grandes manutenções no aquário se já estiver muito em cima de viajar, pois acidentes acontecem.

Além de canister, tenho 2 filtros submersos, recentemente posicionei-los deitados e no fundo do aquário com intuito de reterem maior quantidade de sujeira e diminuir a necessidade de sinfonagem. Entretanto, ainda não cheguei à conclusão com que freqüência realizar as sinfonagens.

O meu medo de ficar muito tempo sem sinfonar, seria se com um intervalo muito grande poderia intoxicar o aquário na hora de fazer a sinfonagem, pois já li que debaixo do cascalho pode ficar retidos alguns gases tóxicos, isso realmente procede?
Na Lagoa Rodrigo se Freitas realmente existe uma mortandade de peixes quando ocorrem chuvas muito fortes, pois remexem o fundo da lagoa e intoxica a água, talvez com o acúmulo de sujeira no fundo do aquário possa realmente acontecer algum fenômeno parecido.

Citação:
Há até quem defenda não fazer TPAs.


Em que teoria se baseia essa corrente?

Citação:
Citação:
Como os hormônios excretados pelos peixes refletem na qualidade da água, existe alguma forma de se medir isso? De forma que possamos controlar a qualidade da água a não atrapalhar o crescimento dos peixes?

Acredito que devam existir tais testes, mas apenas para fins de pesquisa. Pelo sim, pelo não, prefiro uma filtragem química eficiente, atuando 24 horas por dia para removê-los.


A filtragem química remove eficientemente os hormônios?


Citação:
Estes sais que existem no mercado são sais para elevação do kH em aquários de CAs. Nada tem a ver com crescimento.


Existe um produto da Seachem chamado Cichlid Trace, não é para elevar o KH:

Cichlid Trace™ supplies a broad range of trace elements demonstrated* to be necessary for proper fish health and growth. Unlike terrestrial animals, fish obtain nutrients from both their food and environment. Trace elements are normally depleted by utilization, oxidation and precipitation, thus it is important to restore them on a regular basis. Cichlid Trace™ contains only those elements actually demonstrated* to be required by fish.
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Marcos Mataratzis
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MensagemEnviada: Fri Apr 20, 2007 12:01 pm    Assunto: Responder com citação

Olá juanm,

Citação:
O meu medo de ficar muito tempo sem sinfonar, seria se com um intervalo muito grande poderia intoxicar o aquário na hora de fazer a sinfonagem, pois já li que debaixo do cascalho pode ficar retidos alguns gases tóxicos, isso realmente procede?

Sim. Isto procede. Além dos gases muito material em decomposição.

Citação:
Há até quem defenda não fazer TPAs.
Em que teoria se baseia essa corrente?

Os defensores da "não TPA" preconizam que a própria biologia do sistema seria capaz de manter o estado da água como aceitável após um certo tempo. Particularmente não concordo. Exceto em se tratando de tanques gigantes.

Citação:
A filtragem química remove eficientemente os hormônios?

A filtragem química remove compostos orgânicos de um modo geral. Como hormônios são de origem orgânica eles serão adsorvidos pelo carvão ativo.

Citação:
Estes sais que existem no mercado são sais para elevação do kH em aquários de CAs. Nada tem a ver com crescimento.


Citação:
Existe um produto da Seachem chamado Cichlid Trace, não é para elevar o KH:
Cichlid Trace™ supplies a broad range of trace elements

Para aquários marinhos considero mais crucial do que para água doce. Nas TPAs que fazemos ocorrerá a reposição de tais elementos traços. Não vejo necessidade do produto.

Abraços!
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ALEXPFRANCA
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MensagemEnviada: Tue May 08, 2007 3:43 pm    Assunto: Responder com citação

Marcos,

Eu não entendi uma coisa:
A áquapara aquário ela deve ser dura,mole ou moderada?

Obrigado!
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Marcos Mataratzis
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MensagemEnviada: Tue May 08, 2007 4:02 pm    Assunto: Responder com citação

Olá Alex,

Depende das espécies de peixes que pretende ter em seu aquário. Algumas espécies como os amazônicos (Discos, neons...) preferem águas moles. Outros, como as Botias gostam de águas com dureza moderada (entre 4 e 10 gH). Já os Ciclídeos africanos como os do lago Malawi vivem em águas bem mais duras.

Abraços!
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Djair
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MensagemEnviada: Sun May 27, 2007 2:58 pm    Assunto: Responder com citação

Márcos.

Quero aqui lhe parabenizá-lo pela excelente postagem. Como disse o amigo Márcio as informações são bem acessíveis a todos.

Um abraço.
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Djair
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Marcos Mataratzis
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MensagemEnviada: Sun May 27, 2007 4:06 pm    Assunto: Responder com citação

Obrigado Djair,

Elogios como este me fazem caprichar mais nos próximos artigos! Cool

Abraços!
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