Synbranchus marmoratus

Nome Popular: Mussum, Muçu, Marbled swamp eel

Família: Synbranchidae

Distribuição: América do Sul e Central, encontrado do lado atlântico entre o Sul do México e Norte da Argentina; no lado Pacífico entre o México e Peru. No Brasil é bastante comum em todas as bacias hidrográficas, principalmente Bacia Amazônica, Araguaia, Paraguai, Paraná, São Francisco e Uruguai.

pH: 6.0 – 7.4 dureza: 6 – 20 temperatura: 20º – 30ºC

Tamanho adulto: 150 cm (comum 80 cm)

Sociabilidade: Sozinho ou grupo, predador, pacífico.

Manutenção: Médio

Zona do aquário: Fundo

Aquário mínimo: 200cm x 60cm x 60cm (720L) — Embora possa chegar a grandes proporções, possui hábito sedentário, podendo ser mantido em aquários com estas dimensões.

Alimentação: Carnívoro. Predador noturno que se alimenta de presas viva como crustáceos bentônicos, moluscos e pequenos peixes. Quando juvenis alimentam-se principalmente de larvas de insetos e caramujos. Em cativeiro dificilmente aceitam alimentos comerciais, mas aceitam alimentos alternativos como filés de peixes, camarões, coração de galinha e alimentos vivos.

Características: Embora seu corpo serpentiforme lembra uma Enguia, não possui nenhuma relação direta com as Enguias verdadeiras. Possui a capacidade de respirar ar atmosférico, artificio aproveitado em época de seca quando o nível da água em seu ambiente abaixa, nomeadamente lagoas, vivendo em buracos cavados sub-horizontalmente na lama úmida. Ele é capaz de sobreviver por meses enterrado na lama, adotando posição de hibernação, diminuindo consideravelmente seu metabolismo. Em laboratório tem sido capaz de manter-se juvenis por 9 meses nestas condições (Bicudo & Johansen, 1979). Seus rins tem papel fundamental neste processo para a remoção de amônia, enquanto o fígado é responsável por metabolizar proteínas, permitindo mantê-los vivos longos períodos sem alimentação. Além destes, possui respiração abrandada, permanecendo ativo, mas fugindo se perturbado.

É uma espécie hermafrodita protogino diândrico. Machos podem se desenvolver como machos diretamente ao nascerem ou submetidos a mudança de sexo feminino para masculino, ocorrendo gradualmente a substituição do tecido sexual feminino por tecido sexual masculino. Fêmeas que sofrem a reversão sexual possuem cerca de 30-35cm. O processo de reversão sexual tem sido alvo de vários estudos.

Reprodução: Desconhecido em aquário. É uma espécie hermafrodita protogino diândrico.

Ficha por: Edson Rechi
Foto(s): Edson Rechi, Caio Sampaio
Colaboradores: –

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